quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A miopia de parte dos comentaristas da rede social

Estou há dias estudando e buscando entender as redes sociais, mais parece que a cada comentário, cada texto publicado minha consciência crítica amplia e fico abismado com tanta cegueira.

De um lado gente tentando mostrar serviço, de outro, os comentaristas parabenizando sem se quer entender de políticas públicas ou mesmo ações legislativas. Quando escolhemos o tema voltando à miopia das redes sociais trazemos ao debate o fato de algumas pessoas elogiarem ações que são de deveres e atribuições de quem subscreve e ter determinado nível de conhecimento. 

É importante que se volte a pontuar alguns entendimentos sobre os papéis. Qual a atribuição do executivo? O Poder Executivo tem a função de governar o povo e administrar os interesses públicos, de acordo as leis previstas na Constituição Federal. 

Qual a atribuição do legislativo? Um dos papéis do Poder legislativo é o de elaborar as leis. Deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos pelo povo para representar o povo quando vão elaborar, discutir e votar as leis. Por isso, têm que conhecer muito bem as expectativas dos eleitores. Espera-se que eles trabalhem para cumprir as promessas de campanha e continuem a defender os ideais com os quais se comprometeram. O Poder Legislativo tem também a tarefa de acompanhar como o Governo está usando o dinheiro do povo. Nessa tarefa, o Legislativo é auxiliado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). 

Pontuadas essas definições, qualquer elogio além disso, é colocar uma venda nos olhos e tentar se esquecer do que fora ensinado através das disciplinas de geografia, história, estudos sociais (no passado) e já no nível médio da filosofia e sociologia. 

Que se acabe essa miopia das redes sociais. Que as pessoas prestigiem as demais e não tentem transformar deveres em favores. 

Gilberto Moura Santos 
Jornalista do Portal Quinari

domingo, 22 de janeiro de 2017

É preciso olhar para o cenário nacional

O momento político do Brasil é delicado. É impossível conversar sobre a política local e não olhar para o cenário nacional, onde a estabilidade parece a cada noticiário ameaçada pelos acontecimentos protagonizados pelo judiciário, legislativo e executivo.

Ano passado foi necessário o impedimento da presidenta. Parecia que tudo iria se resolver diante daquele processo legislativo legal, mais contaminado pelos variados interesses. Passamos essa etapa e logo veio a notícia que o governo seguia atolado em corrupção e também planejou e aprovou leis que afetam em choque aos trabalhadores e as classes menos favorecidas.

Voltamos a crise política. Reformas foram aprovadas e medidas que só atingiram aos menos afortunados economicamente  foram levadas ao público como instrumento de salvação de uma pátria amada que reduz percentual da educação, saúde e desenvolvimento social como se fosse de auxílios desnecessários gastos com as iguarias do poder.

Segue no Supremo Tribunal Federal o processo relacionado a operação lava-jato, um dos maiores e ridículos esquemas de corrupção do país.

Segue ainda no Tribunal Superior Eleitoral a ação desfavorável à chapa Dilma/Temer, que se julgava pode impedir também o atual presidente.

A justiça parece acenar para sua autonomia e independência. O avião que transportava o  relator dos processos de delação da Lava-jato acaba caindo sobre o mar em um suposto acidente aéreo.

O contexto político nacional é delicado. É atribuição do presidente da república indicar para o senado votar um novo ministro. Podendo este ser o responsável pelos processos. Isso coloca a classe política nacional sobre suspeição.

Mais o que dizer de tudo isso? Fica cada dia mais difícil a política nacional ter credibilidade e respaldo para fazer reformas estruturantes no sistema democrático. Não devemos nesse momento pensar que a ditadura resolveria, pois a mesma não teve denúncias tendo em vista que não havia como denunciar, os que ousavam  estavam fadados a prisão.

A democracia por mais falha que pareça é um sistema segundo Leandro Karnal onde as instituições funcionam, onde o controle social pode ser exercido. E assim esperamos.

Gilberto Moura
Bel. em Teologia e licenciado em história. Pós-graduado em psicopedagogia. Atualmente estudante de jornalismo da UFAC e editor do Portal Quinari