domingo, 31 de dezembro de 2017

Análise, gratidão e perspectiva!

Adeus 2017. Longe de ser esse um texto melancólico fiquei a imaginar os problemas que tivemos nesse ano. Me recoloquei na frente de cada um e ousei listar os avanços e as novas metas. E você já fez as suas? Em um passado recente eu poderia escrever esse texto para me vangloriar dos avanços, das coisas boas ou mesmo me lamentar. Ou quem sabe sabe seria lição de moral. Hoje eu venho humildemente compartilhar vivências, algo que tem dado certo e que pode te levar a ousar lutar e ser mais feliz. 

Rachel Novaes assegura em sua bela canção que "Cristo conhece nossas fraquezas, nossas dores e transgressões". Compactuo dessa ideia da cantora e sublinho longe da religiosidade e próximo de uma regra de fé "que o soberano existe e ama cada um de nós". De outro plano testemunho que somos pequenos diante da Glória de Deus e que por isso mesmo devemos ser tementes. Tenho pedido para 2018 "coragem", "sabedoria", "prudência", "coerência" e "resiliência". 

Ansiamos que dessas palavras, venha a "ética" e o apreço infinito pela vida. Inexista em nós o modo julgador, sendo desativado do coração, dando lugar para a compaixão. Tendo o sentimento de gratidão em meio a luta e seja a companhia para o nosso sucesso. Obrigado por mais esse ano Jesus!! 

Gilberto Moura 
Jornalista

domingo, 15 de outubro de 2017

Sobre a tentativa de “restrições” em diversos cenários

Quer conhecer alguém, como diz o ditado, conceda o poder a este. Quer saber se a pessoa diverge, mostre seus pensamentos. São afirmações do cotidiano que se revelam caráter em todos os níveis de sociedade e a atualidade parece ser mais inovadora nesse contexto de repreensão das diversas opiniões.

A pluralidade de pensamentos desde os primórdios foi pautada pelo preconceito, dogmatismo e pela tentativa de condução de qualquer grupo social que seja. Afirma José Manuel Sacadura Rocha (2013) que as sociedades primitivas rejeitaram o poder externo, ou do estado, para justamente não sofrerem manipulações de terceiros. Ao contrário, escolhiam líderes de seus grupos, porém todos eram parte do processo. A partir dessa leitura, nos convencemos de certo modo que agiram corretamente naquele contexto, tendo acesso e possibilidade de questionamentos sem os “cala bocas” sociais, promovidos pelos próprios indivíduos acovardados.

É preciso então aprofundarmos o debate no cenário atual. Olhando para o que escreveu Marx, já saberíamos que existiria a luta de classes, onde as dominantes pretendem mesmo manipular as dominadas. Considerando que somos partes das classes dominadas, vez ou outra surgem com altivez aqueles que desejam fazer a gestão das multidões e como ovelhas ou boi sermos conduzidos ao matadouro.

Quando escrevemos um texto de opinião estamos pautando? Em verdade sabemos que é a tentativa. Embora não seja o centro, deve o leitor ser suscitado a elevar seu pensamento crítico sobre as diversas movimentações sociais. Parte da humanidade em todos os aspectos é ignorante. Um dos momentos críticos escritos na Bíblia relata Jesus no período da crucificação, onde a multidão preferiu o Barrabás, o ladrão, e nenhum cristão ali se erigiu a questionar aquele procedimento, ficando aí claro que sempre deve ser suscitada a dúvida, a crítica.

Leandro Karnal e Luiz Felipe Pondé converge quando o assunto é o espaço que as redes sociais deram à todos os “idiotas” como afirmou Humberto Eco. Ressaltam no entanto, que as tecnologias trouxe desconhecimento e levou as pessoas a terem uma opinião superficial sobre os diversos assuntos. Lembram no programa Roda Viva (31 de outubro de 2016) que essa opinião é fruto do ambiente aristocrático da universidade, que pode ser debatido, porém, analisado de todos os ângulos.
Espera-se mesmo nesse singelo texto suscitar o debate, as ponderações e a importância de em todos os espaços de conhecimento, de promoção da justiça, de cidadania e das políticas públicas sempre haver espaço concorrente a crítica, a tolerância e o respeito ao próximo.

Gilberto Moura
Jornalista