quarta-feira, 2 de julho de 2008

O concurso público da Polícia Rodoviária Federal, previsto para o próximo mês, não prevê vagas para o Acre, que permanece com o menor efetivo dentre todos os estados do Norte. A notícia fez a deputada federal Perpétua Almeida mobilizar a bancada acreana em Brasília.
Uma audiência está sendo solicitada com urgência, via gabinete da deputada, com o diretor-geral da PRF, a quem caberá explicar o que Perpétua Almeida entendeu como “discriminação com o estado”. A deputada também cobra, com insistência, o cumprimento de uma promessa antiga feita pela administração superior da PRF, para criar uma superintendência em Rio Branco. O concurso, que deveria ter saído em dezembro do ano passado, prevê a contratação de 350 homens que irão trabalhar no Pará e em Mato Grosso.“É decepcionante e, para muitos, inacreditável, observar que a PRF continua desconsiderando o Acre como estado estratégico para tráfico de drogas e armas. Não lembrar do Acre na edição de um concurso deste nível é, no mínimo, falta de boa vontade para resolver problemas que se arrastam há décadas. Vamos ter que resolver isso e os demais parlamentares acreanos em Brasília têm o mesmo entendimento”, disse a deputada.
O inspetor Silveira, que responde pelo escritório do Acre, confirmou que, sob seu comando, existem apenas 36 policiais. A ameaça de uma possível paralisação nas próximas horas põe o Acre numa situação muito delicada. Os policiais rodoviários federais estão mobilizados em torno da votação da Medida Provisória (MP) 431, que prevê reajustes salariais para 800 mil servidores públicos. Eles têm feito manifestações em frente ao Congresso Nacional, onde tramita a MP, que poder ser apreciada na tarde desta quarta-feira.“É lamentável admitir que os corredores de drogas continuam aumentando no Acre e devido ao déficit no efetivo nós trabalhamos no sacrifício”, disse o policial. Um levantamento da PRF/Acre concluiu que o efetivo ideal seria de 200 homens para atender a todas as necessidades nos Vales do Acre, Juruá e Purus.

A paralisação de policiais da Polícia Rodoviária Federal também pode atrapalhar as operações programadas para as principais rodovias do país para impedir, por meio do teste do bafômetro, que motoristas dirijam embriagadosOs policiais lutam ainda pela exigência de formação de nível superior para ingresso na carreira e querem que a primeira parcela do reajuste salarial saia em julho. Pela proposta do governo, os reajustes deverão ser feitos a partir de novembro. As negociações começaram em março e os percentuais de aumento previstos variam entre 25% e 40%, conforme o cargo de carreira.

Assem Neto, de Brasília

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