domingo, 27 de janeiro de 2013

O desafio do século é formação politica

Amigos e amigas que navegam pelo Portal Quinari, estivemos há dias pensando como escrever esse artigo e como me dirigir a cada internauta que acessa este site, no entanto sei que parte dos nossos leitores são pessoas conscientes e com boa formação politica.
Iniciei em dezembro do ano passado o curso de Jornalismo na Universidade Federal do Acre e confesso que algumas coisas já mudaram, e algumas percepções já fiz sobre o comportamento dos colegas de turma e mudanças no exercício da profissão jornalista estão em curso, mas como estamos no inicio de semestre é melhor deixar essa pauta para os próximos artigos.
Nas eleições de 2012 o legislativo do Quinari teve uma renovação estrondosa e contou com a eleição de professores, sindicalistas e outros profissionais.
Entende-se que quem concluiu alguma capacitação deve ser dotado de conhecimento ou pelo menos notório saber, tendo nesse caso o exemplo do Ex-presidente Lula que embora não tendo formação acadêmica é considerado um dos melhores presidentes do Brasil.
Mas aonde queríamos chegar fazendo tais afirmações? Deparamos-nos com nossa vida social e com a necessidade de formação e acesso ao conhecimento.

Vamos para algumas definições:

Notório Saber

A expressão Notório Saber tem sido utilizada pelas Universidades brasileiras para qualificar o professor que não fez curso de doutorado e que, por isto mesmo, não tem o título de doutor, mas possui conhecimentos equivalentes. Foi o caminho encontrado para formalizar um título capaz de atestar conhecimento adquirido fora do ensino formal.
Há quem faça distinção entre o notório saber e o notável saber. Notável é expressão valorativa. Diz a efetiva qualidade positiva do saber de alguém em determinada área do conhecimento. É qualidade do saber que merece atenção, respeito e aplauso. Pode até ainda não ter sido notado, nem aplaudido, mas merece ser notado, respeitado e aplaudido. Notável: digno de apreço ou louvor[1]. Já notório é o que é público, conhecido de todos[2]. Notório, portanto, é o que é notado, é conhecido, referido, respeitado e aplaudido, com ou sem merecimento. (Acesso no site  http://pt.wikipedia.org/wiki/Not%C3%B3rio_Saber)

Formação politica

Quando falamos em educação para a autonomia é essencial que falemos em política. Autonomia não é autossuficiência, ela acontece na ação no mundo e relacionamentos com os outros sujeitos, portanto, envolve a dimensão política. Autonomia também implica na realização dos próprios projetos pelos quais o ser humano se faz a si e ao mundo, numa ação criadora e recriadora. É por meio da ação política que condições sociais mais favoráveis ou desfavoráveis para a realização da autonomia são estabelecidas. (Acesso no site http://www.pucrs.br/edipucrs/online/autonomia/autonomia/5.2.html)
Depois de observar os dois conceitos acima me deparo com a importância do acesso ao conhecimento, tendo em vista que é de acreditar que aqueles que possuem formação ou notório saber devam ter um pensamento critico sobre a sociedade, suas decisões e seu sistema politico.
Surgem diante desse tema inúmeros questionamentos. Como poderia uma pessoa com formação politica ter uma conduta dúbia, imoral e que vai contra a ética? Como um povo consciente pode ser governado por um governo incapacitado e medíocre? Como pessoa tão critica deixa de exercer o voto nas eleições? Como uma pessoa com formação aceitaria qualquer tipo de preconceito e desrespeito com o seu semelhante?
É uma imensidão de perguntas que nem mesmo os grandes pensadores conseguiram responder, tendo em vista que todos os indivíduos são biologicamente idênticos, porém cada ser humano possuiu pensamentos, conceitos e posições.
A onde ficaria a formação politica, acadêmica e até de notório saber na nossa vida pessoal? Entende-se que quem de certa forma possui determinada consciência ver o mundo com outro olhar, com um pensamento critico e capaz da percepção dos problemas sociais que nos rondam.

Gilberto Moura Santos
Editor do Portal Quinari
Estudante dos cursos de Teologia/História da CIPEAMA e de Jornalismo da UFAC

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